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Metadados com inteligência artificial: como gerá-los

By Abril 13, 2018 No Comments
metadados

Você, como uma pessoa inteligente e interessada em conhecer mais sobre a transformação digital, certamente já se deparou com diversos materiais que citam metadados para explicar ou contextualizar determinados temas. No contexto geral, a leitura segue sem empecilhos e subentende-se que o termo foi compreendido, ao menos quando inserido naquela situação específica.

Mas, pensando um pouco mais a fundo, o que são metadados e para que eles servem?

Em um âmbito geral, metadados são definidos como “dados sobre outros dados”. Ou seja, são informações detalhadas sobre conteúdos gerais, como arquivos e documentos.

De acordo com a World Wide Web Consortium (W3C), a principal organização de padronização da internet, metadados são informações sobre objetos armazenados na web que podem ser compreendidas pela máquina.

Indo ainda um pouco mais a fundo, metadados são “a soma total do que pode ser dito sobre algum objeto informacional em algum nível de agregação”. Em suma, dados sobre um item de qualquer tipo ou formato, que pode ser manipulado ou endereçado como objeto por uma pessoa ou computador.

Qual a utilidade dos metadados?

Considerando a esfera digital, pode-se afirmar que os metadados têm várias funções distintas. Eles servem para identificar, descrever e recuperar arquivos. Mas não é só isso.

Todas essas informações também são utilizadas para confirmar a autenticidade do conteúdo, estabelecer o contexto no qual está inserido, identificar as relações estruturais do objeto e ainda fornecer pontos de acesso ao usuário.

Resumindo, metadados são a identidade do conteúdo, sua impressão digital. Pegando um exemplo de âmbito mais pessoal, os metadados seriam nossos pais, que nos conhecem detalhadamente. Sabem não apenas nossos nomes e sobrenomes, mas também nosso tipo sanguíneo, a cor da nossa pele, possíveis alergias, pontos fracos e qualidades, preferências, número do calçado e estilo de vida. Nosso DNA!

Metadados são o DNA de tudo o que é produzido e disponibilizado na web. Eles facilitam o entendimento, a localização e a utilização desses materiais.

Para que servem os metadados no mundo corporativo?

Deixando a nossa infância de lado e considerando agora uma visão mais empresarial, quais são as utilizações dos metadados no mundo corporativo? Como eles auxiliam o andamento das coisas na rotina profissional?

Bem, imagine uma biblioteca. Lá, a quantidade de livros, teses, revistas, jornais e arquivos em geral é enorme. Além da organização física e geográfica de todo esse material de acordo com temas e autores, existe também uma catalogação online que permite que o usuário encontre mais facilmente o livro ou o assunto que procura.

Em uma empresa de mídia, por exemplo, os metadados facilitam o armazenamento e a organização de todo o material produzido, digamos, por uma emissora de rádio. Quando acessamos o blog de alguém ou de alguma corporação, podemos buscar por temas específicos utilizando palavras-chave. Os textos são encontrados, pois foram descritos por marcas ou tags que indicam a função ou o objetivo desse documento.

Nos negócios, os metadados desempenham a importante função de gestão empresarial. São elementos críticos para a catalogação de conteúdos digitais, em especial nos ambientes dinâmicos, com alta demanda de produção.

Metadados e inteligência artificial

Eis aqui uma combinação transformadora. Quando utilizados por algoritmos de inteligência artificial, os metadados servem de filtro para encontrarmos exatamente o que procuramos.

Se você usar o Google para buscar, por exemplo, a definição de um termo e, ao invés de simplesmente jogar o termo no buscador, colocar “define:” antes dele, você verá que os resultados apresentados serão apenas de páginas que definem a palavra em questão.

O projeto History Lab reúne, entre outros itens, mais de 2 milhões de documentos governamentais que hoje estão disponíveis online graças à inteligência artificial e aos metadados.

São coleções múltiplas em um banco de dados único que, atualmente, é o maior conjunto de documentos disponíveis para qualquer pessoa fora do governo. O robô lê arquivos digitais e faz análises de probabilidade e estatísticas, identificando palavras relacionadas e criando grupos temáticos. Não é genial?

A ABB, uma empresa de engenharia suíça, fez um acordo de colaboração com a IBM no ano passado para adotar as facilidades tecnológicas a seu favor. Segundo uma reportagem publicada pela revista Exame, ela pretende utilizar o software Watson para substituir as inspeções manuais em máquinas, através da análise de imagens capturadas em tempo real.

O Assetify, um gerenciador de ativos digitais 100% na nuvem e voltado a negócios de quaisquer ramos de atuação, é outra ferramenta que utiliza a inteligência artificial como recurso para gerar metadados.

Nele, o usuário armazena, organiza e distribui arquivos de mídia em geral, que incluem áudios, vídeos, imagens, entre outros, podendo fazer buscas inteligentes através do conteúdo desses materiais. É possível encontrar, por exemplo, todas as cenas que mostram a fachada da empresa ou então todas as entrevistas nas quais o gestor de recursos humanos apareceu.

Tudo isso só é possível devido aos metadados, que permitem que a busca seja feita de maneira tão inteligente e variada, entregando resultados rápidos e precisos.

Quer saber o que mais é possível fazer com o gerenciamento de ativos digitais? Veja aqui o que é DAM e por que você deveria considerar esse recurso.